PEF- 503        OBRAS DE TERRA            1998

Aula de 17/8/98                                            Victor F. B. de Mello

ANOTAÇÕES BÁSICAS REF. BARRAGENS

 

1 – GEOLOGIA – Pano de fundo, INDISPENSÁVEL Quantificar.  IMEXÍVEL.

1.1 – Rio é expressão geomorfológica do caminho de menor resistência.

1.2 – Local de barragem geralmente incorpora alguma DESCONTINUIDADE GEOLÓGICA, seja por topografia e “queda hidráulica”, seja “materiais”.

1.3 – Portanto FUNDAÇÃO É GERALMENTE PONTO MAIS CONDICIONANTE

1.4 – Fundação incorpora maiores RISCOS de desconhecimentos e solicitações.

1.5 – Sismicidade, sismicidade INDUZIDA. Estatística com viés: milhares.
 

2 – METAS

2.1 – RESERVATÓRIO: fins MÚLTIPLOS, excelentes, desafiando 1.1 e 1.2.

2.2 – Barramento é HIDROGEOLÓGICO (N.B. “divisor do N.A. e NÃO da topografia) finalidade é REPRESA – “QUEDA” (energia potencial); barragens são MEIO e não FIM.

2.3 – Fantasticamente ASSIMÉTRICA  a energia potencial: FS.
 

3 – TRÊS CIRCUITOS HIDRÁULICOS.

3.1 – DESVIO DO RIO – curto prazo, para fechamento, risco de galgamento.

3.2 – UTILITÁRIO. Tomada d´água ? central ? canal (ou túnel) de fuga.

3.3 – VERTEDOURO (SANGRADOURO) – enchentes.*
*VARIAÇÃO NO TEMPO. ESTATÍSTICA? FÁCIL AJUSTAR, superfície.
 

4 – ARRANJO GERAL, CUSTOS E LOGÍSTICA são dominantes.
Livros e publicações têm PECADO SISTEMATICAMENTE.

4.1 – Engos. Hidráulicos (dominantes) enxergam barragens por ANALOGIAS GEOMÉTRICAS.

4.2 – Só seção – máxima (justificado historicamente) e esta raramente com ENSECADEIRAS.

4.3 – Quase nunca seções sobre OMBREIRAS, em geral FUNDAÇÕES PIORES; N.B. maciço construído, potencialmente aproveita a altura menor.

4.4 – NOVOS TIPOS DE BARRAGENS (ex. RCC, ECFC) empurrados por inovadores, ganham fácil.
TIPOS VELHOS, iniciados com idealizações para o LADO DA SEGURANÇA (princípio obrigatório) exigem evolução, e não “conformismo com experiência (anti-econômica).
 

5 – EXIGÊNCIAS BÁSICAS DE BARRAGENS.

5.1 – ESTABILIDADE (Taludes, espec. JUSANTE, reserv. cheio).

5.2 – “IMPERMEABILIDADE” relativa: núcleo, tapetes, injeções, COLMATAÇÕES.

5.3 – DRENOS FILTRO – DRENANTES: pressões de percolações de compressões.

5.4 – Transições Compatíveis em DEFORMAÇÕES etc. (efeito de silo, fraturamento em tração, inclus. HIDRÁULICO). Erros ref. FRATURAMENTO HIDRÁULICO.

5.5  - Minimizar MUDANÇAS ABRUPTAS, GRANDES, RÁPIDAS (ex. caso de tapetes impermeabilizantes).
 

6 – MATERIAIS (COMPACTADOS): ZONEAMENTOS

6.1 – Princípios da compactação (INSATURADO):
a) arrumação:
b) compressão com HISTERESE
ARGILA ? ENROCAMENTO ANGULAR

6.2 – Compressibilidade, e E: PRESSÃO DE PRÉ-COMPRESSÃO.

6.3 – Resistência ao cisalhamento: “pré-adensado”  vs. “virgem”.

6.4 – Permeabilidade: 1) relativa
2) “barragem homogênea”

1.5 – FILTROS – POROSIMETRIA

6.6 – Diversos.
 

7 – ANÁLISES DE INSTABILIZAÇÕES POTENCIAIS SUCESSIVAS.

Método de análise continua o mesmo: porém importa saber:
a) de que condição partimos
b) qual o “gatilho instabilizador”

7.1 – “Fim de construção” ?u = f(?V) = f(??z, S), e SUCÇÃO.

1.2 – Primeiro Enchimento (velocidade!?). Redes TRANSIENTES.

7.3 – Reservatório cheio. FATOR DE GARANTIA para jusante.
8 – SEÇÕES – TIPO, E PORMENORES.

8.1 – Borda – livre, GALGAMENTO!

8.2 – Proteção de taludes ref. erosões: valetas etc.

8.3 – Questionamento sobre seções “herdadas”.
Simetria?
Talude de montante MAIS BRANDO?
Talude UNIFORME?

8.4 – IMPORTANTÍSSIMOS TRATAMENTOS DE FUNDAÇÃO: Horizonte superior
         Em profundidade

CONCEITO REAL DE INJEÇÕES vs. DRENAGEM
POÇOS DE ALÍVIO
 

9 – INSTRUMENTÇÃO E MONITORAMENTOS

9.1 – Toda medida sempre “ERRADA” (insuficientemente certa)

9.2 – Disposição geométrica? Para provar teoria corrente?

9.3 – Erro conceitual ref. alerta p. ACIDENTE! Tempo hábil?

9.4 – Casos irônicos: instrumentação adulterou, provocou PERIGO.
 

10 – RUPTURAS E SUAS LIGAÇÕES

10.1 – Principalmente “modelos físicos” geomecânicos inaceitáveis impensados.
EXTREMOS
Raramente por “cálculos” menos precisos.

10.2 – ESTATÍSTICA DE MÉDIAS: perante comportamentos bons (demasiado) o que ajustar para melhor?