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Saga

 

No universo de meus versos

que a vida me deu

por entre as pedras deste caminho,

tão cheio de espinhos

quanto de encruzilhadas,

não vejo nada

a não ser a solidão

entre mil interrogações

mescladas,

por uma ventania rusguente,

num fim de tarde

em que a noite,

trazida no cabresto,

confunde a agonia com esperança,

a dor do parto com a da morte,

e enche a vida de sonhos,

que não passam de um lindo engano,

pois trazem à tona a saudade

de um tempo que ainda não existiu,

nem tampouco existirá,

e vejo,

como água entre os dedos,

irem embora o castelo e suas nuvens.

E uma vez mais

o tempo passou

e me encontro,

perdido,

nalgum canto,

destes cantos, sem canto, da vida,

esperando a esperança terminar

e o fim chegar

antes que a ilusão maldita

venha me bajular

e eu volte a acreditar

que numa noite de luar

teus lábios vou beijar

e no meu peito sentir

o teu coração pulsar

vendo,

no brilho do teu olhar,

a felicidade voltar

e, ao invés da dor,

sentir o amor

nossas vidas aproximar.

 

 

Telmo

Sampa, 01/08/99.