Basílica de São Pedro

Basílica de São Pedro
Vista da Basílica
livro: "Shrines of Power"

      A Basílica de São Pedro, na qual são celebradas as mais importantes cerimônias da Igreja Católica, se localiza sobre o terreno onde foi erguida pelo imperador Constantino, entre os anos 324 e 349, uma pequena basílica com o objetivo de honrar o túmulo do primeiro Papa, o apóstolo Pedro.

   Localizada também no local onde existiu o Circo de Nero, a Basílica teve sua primeira pedra assentada em 18 de abril de 1506 pelo Papa Júlio II. Inicialmente projetada por Donato Bramante, a basílica seria erguida sob a forma de uma cruz grega, porém após sua morte em 1514 teve seu projeto modificado.

 

     

      Uma comissão, formada por Rafael, Fra Giocondo e Giuliano da Sangallo, reprojetou a basílica como uma uma cruz latina com três naves, sendo que no cruzeiro existiria uma cúpula que, localizada sobre o altar, se alinharia com a sepultura do apóstolo São Pedro.

      Após a morte de Rafael, em 1520, novos arquitetos assumiram o projeto, sendo eles: Antonio da Sangallo, Baldassarre Peruzzi e Andrea Sansovino.

 

Basílica de São Pedro
Frente da basílica
livro: "Shrines of Power"

 

Cúpula da Basílica
Cúpula da Basílica
livro: "Shrines of Power"

 

          Em 1527, Paulo III confiou a Antonio da Sangallo o controle total da obra. Este, por sua vez, retomou algumas idéias do plano de Bramante, erguendo uma parede divisória entre a nova Basílica e a antiga, ainda em uso. Em 1546, com a morte de Sangallo, Paulo III confiou a Michelangelo a chefia da arquitetura. Responsável pela abside, pelo transepto e pela cúpula, Michelangelo deixou em 1564, ano de sua morte, o trabalho todo praticamente completo.
      A sucessão no cargo de chefe da catedral foi desempenhada por Pirro Ligorio e Giacomo da Vignola, os quais finalmente completaram a construção da cúpula durante o papado de Sexto V. Mais tarde, sobre a cúpula, a qual possuía um diâmetro de 41,9 metros, Domenico Fontana construiu o lanternim e a cruz, finalmente construída em 1593, aproximadamente 138 metros de altura.

 

Vista interna da cúpula da Basílica
Vista interna da cúpula da basílica
livro: "Shrines of Power"

      O interior da basílica foi preenchido com muitas obras-primas do Renascimento e do Barroco. Entre elas, a mais famosa, a escultura denominada "Pietá", de Michelangelo. O interior da cúpula foi decorado com composições de mosaicos formando uma figura que ilustra os círculos angelicais do céu, com Deus Pai em seu cume.

Pietà
" Pietà"
livro: "Shrines of Power"

 

      Basílica de São Pedro
Basílica de São Pedro
livro: "Shrines of Power"

Desta forma a construção da Basílica foi completada por Carlo Maderna em 1612, com duração de mais de um século, originando uma monumental construção, sendo sua principal nave aproximadamente 187 metros de comprimento.

 

A cúpula da Catedral

      A cúpula da catedral é um marco para o estudo de engenharia de estruturas. Durante sua construção foi realizado, buscando reforçar a estrutura, o primeiro cálculo estrutural.

      Inicialmente projetada por Bramante, a cúpula apresentava uma concepção conservadora. Com uma forma hemisférica, a mesma seria formada por 4 grandes arcos (46 metros de altura e 26 metros de vão) e suportada por 4 grandes pilares os quais estão presentes até os dias de hoje, no centro dos mesmos pilares porém reforçados.

Projeto de Bramante
Projeto de Bramante

 

Rafael, o sucessor de Bramante, como não tinha conhecimentos estruturais e em nada acrescentou ou modificou a estrutura. O primeiro a realizar alguma modificação foi Sangallo, através da execução de um reforço sobre os pilares criados por Bramante. Sangallo também reprojetou a cúpula mundando-a de hemisférica para a forma obtida com a revolução de um arco segmentado e ainda aumentando a altura da cúpula em 9 metros.

 

      Cúpula de Michelangelo
Projeto de Michelangelo

      Após Sangallo, quem assumiu a construção da cúpula foi Michelangelo, o qual é responsável pela grande maioria dos detalhes e esquemas estruturais existentes na cúpula até os dias de hoje.

      Michelangelo trouxe novamente a cúpula na forma hemisférica, porém projetada com duas camadas estruturais (como Brunelleschi) as quais tornavam a estrutura mais sólida. Além disso os pilares, já modificados por Sangallo, sofreram novos reforços.

      Após 25 anos da morte de Michelangelo Giacomo della Porta e Domenico Fontana trabalhando juntos terminaram a execução da cúpula.

 

      É conhecido que foram construídas três  correntes de ferro circundando a base da cúpula no intuíto de resistir a esforços de tração, porém nada se sabe sobre seu executor e quando foi executada.

      Esse reforço, entretanto, não conseguia resistir aos esforços gerados pois logo a cúpula começou a apresentar algumas fissuras e sons de rompimento, sendo os mesmos crescentes a cada momento. Assim uma investigação sobre o comportamento estrutural da cúpula foi iniciada.

 

      Em 1740, após 150 anos da construção, a cúpula apresentava fissuras e desgastes que, neste momento,  questionavam a segurança da mesma.

      Um grande número de especialistas foi consultado, dentre eles Giovanni Poleni. Assim com a estrutura da cúpula dividida pelas fissuras em arcos, como gomos de laranja, uma solução de reforço se tornou emergencial.

      Poleni, com o auxílio da  literatura da época e com experimentos (como o uso formas de catenárias) conseguiu determinarar os esforços horizontais gerados pela cúpula e, segundo estes estudos, ele assegurou a segurança da estrutura. Desta forma, nesse momento (1742) o primeiro cálculo estrutural havia sido executado.

      Mais tarde porém, buscando  uma maior segurança, foi recomendada a instalação de 5 anéis de ferro adicionais, os quais foram executados por Luigo Vanvitelli.

Esforços da cúpula
Esforços na cúpula

 

Ficha Técnica

Nome  
Sistema Estrutural  
Função  
Localização  
Época da construção  
Projeto  
Execução  
Dimensões  
Material