Edifício Chrysler

Zaknic, I., Smith, M., Rice, D., 100 of the World’s Tallest Buildings, Hazar Publishing Limited , p. 190 

     O Edifício Chrysler foi a obra mais alta do mundo entre os anos de 1930 e 1931. 

     O edifício foi construído em um estilo que  veio a ser chamado de Art Deco - uma abreviação para Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes-, uma exposição que se realizou em Paris em 1925, constituindo-se em uma inovação para o estilo de um arranha-céu, ou seja, ele é representativo da arte moderna.

     Durante a construção, o magnata da indústria automobilística, Walter Percy Chrysler, comprou o edifício, e desejava que o prédio se constituísse em um grande símbolo de status para a empresa Chrysler, e que isso fosse refletido tanto pelo luxo como pela altura.

     Do ponto de vista do luxo, a obra apresenta aspectos bem marcantes do edifício, tanto na escolha dos materiais, quanto na estética do edifício.

    

                                          

                         Nash, P. E., Mc Grath, N., Manhattan Skyscrapers,  Princeton Architectural Press, 1999, p. 63

     Para muitos fãs de arranha-céus, o Edifício Chrysler é considerado até hoje o prédio mais requintado do mundo. As fotos abaixo da entrada  do edifício e da porta de um dos elevadores mostram parte desse glamour apresentado pela obra.  

 

FOTO DA ENTRADA DO EDIFÍCIO

        

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Zaknic, I., Smith, M., Rice, D., 100 of the World’s Tallest Buildings, Hazar Publishing Limited, p. 191 

FOTO DA ENTRADA DO ELEVADOR 

        

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Zaknic, I., Smith, M., Rice, D., 100 of the World’s Tallest Buildings, Hazar Publishing Limited, p. 191 

     O salão de entrada do edifício é outra mostra da riqueza material existente no prédio, já que há a presença de diferentes tipos de mármores, âmbar e ônix, provindos de diversos países do mundo.

     

 

http://www.bluffton.edu/~sullivanm/chrysler/shaft.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     Na figura ao lado, observa-se a característica mais marcante do edifício: o seu pináculo, uma coroa de aço inoxidável em forma de "raios de sol", com janelas triangulares. Coroando o pináculo, há uma flecha em aço Nirosta, um aço inoxidável com cromo e níquel, escolhido por exigir baixa manutenção. 

     O uso do aço aparente na fachada do edifício foi altamente inovador, pois anteriormente os arquitetos utilizavam apenas cobre, chumbo e bronze como materiais de revestimento. O Chrysler foi um dos primeiros edifícios a usar externamente metal na parte exterior.

    

     Uma reforma ocorrida em 1995, que custou US$ 1,5 milhões, voltou a dar ao pináculo o brilho e o impacto estético de seus primeiros anos. 

     

     Do ponto de vista da altura, a construção do edifício está relacionada a uma  história bastante curiosa. Ela está ligada a uma competição pelo edifício mais alto do mundo com o Bank of Manhattan, (cujo arquiteto responsável era o ex-sócio do arquiteto do edifício Chrysler), cuja sede estava sendo construída na época, com altura de 282 m, 61 cm maior que a altura original anunciada do edifício Chrysler.

    

http://www.artdecoworld.com/gallerychrysler.htm

 

 

 

     Afim de superar a altura da sede do Bank of Manhattan e dar ao Chrysler o título de edifício mais alto do mundo, a flecha foi projetada e construída em segredo.

     Algumas semanas após o término do Bank of Manhattan, em apenas 90 minutos as cinco partes da flecha foram montadas, e, não apenas o Chrysler superou a altura do Bank of Manhattan, como se tornou a estrutura mais alta já construída, ao superar a torre Eiffel, em Paris.  Entretanto, poucos meses depois, o Chrysler perdeu essa liderança para o Empire State.

 

     As fotos abaixo estão relacionadas à flecha do prédio. A foto da esquerda mostra a construção da mesma. A foto é uma prova definitiva de que parte da estrutura da flecha pertence ao interior do edifício, ou seja, é uma evidência que ela não foi simplesmente acoplada junto ao prédio. Dessa forma, fica inviável para o rival do arquiteto do Edifício Chrysler  suspeitar da derrota quanto ao prédio mais alto do mundo. Já a foto da direita permite visualizar a flecha já construída.

http://www.chryslerbuilding.org/history.html

 

                                                  

                               http://www.artdecoworld.com/gallerychrysler.ht

     Outra característica marcante do edifício foi a incorporação de gárgulas decorativas (como se pode ver nas fotos abaixo), típicas nos carros da época. A utilização dessas gárgulas tinha duas funções  básicas: ser algo representativo da Art Deco, do luxo da época, e uma maneira de Walter P. Chrysler exibir seus carros e mostrar a imponência de sua obra. As águias foram desenhadas por Chesley Bonestell, artista conhecido pela arte moderna espacial.

    

 

http://www.chryslerbuilding.org/images/cb-eagle.jpg

                                     

       http://www.chryslerbuilding.org/images/3eagles.jpg

     Logo abaixo, podem-se ver duas fotos. A foto da esquerda é de uma tampa para o radiador usada nos carros Chrysler do ano de 1926, que serviu de inspiração para a criação de algumas gárgulas. A foto da direita mostra um modelo Chrysler do ano de 1937, exposta em uma sala do prédio destinada à exibição dos automóveis Chrysler.

   

             

http://www.imperialclub.com/YearbyYear/1926/building/Cap.htm

   

          

             Nash, P. E., Mc Grath, N., Manhattan Skyscrapers, Princeton Architectural Press, 1999, p. 65

 

Ficha Técnica

Nome Edifício Chrysler 
Sistema estrutural Pórtico espacial
Função Edifício comercial
Localização Nova Iorque, Estados Unidos
Época da construção 1928 - 1930
Projeto arquitetônico William van Alen
Projeto estrutural Ralph Squire & Sons
Execução Fred T. Ley & Company, Inc.
Dimensões Altura: 319 m, 77 andares
Material Aço, aço inoxidável e tijolos
Área total construída  111.201 m²
Elevadores 32