Panteon

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Newhouse, E. L., ed., The Builders, The National Geographic Society, Washington, D.C., 1992.

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Hitchcock, H. R., et all, World Architecture. Hamlyn, Middlesex, England.

     O Panteon é provavelmente a mais bem conservada das estruturas de toda antiguidade, e um dos edifícios mais marcantes de todos os tempos. Fundado pelo Imperador Agripa em 27 a.C. foi danificado por um incêndio em 80 d.C., restaurado sob as ordens do Imperador Domiciniano foi novamente destruído pelo fogo na época do Imperador Trajano. Foi totalmente reconstruído sob as ordens do Imperador Adriano a partir do ano 118 d.C. No ano 609 foi convertido pelo papa Bonifácio IV em igreja dedicada a Santa Maria dos Mártires. Dessa forma, vem sendo utilizado nos últimos 1900 anos.

     Antes dele, os engenheiros romanos já tinham construído diversas cúpulas, mas nenhuma tão grandiosa quanto essa. Iniciada no ano de 118 d.C., a construção só terminou no ano 125, e exigiu um formidável sistema de suporte, com fundações de mais de 7 metros de profundidade.

     Sobre essas fundações, erguem-se, formando um cilindro, as paredes que sustentam a cúpula. Essas paredes possuem em seu interior um complexo sistema de arcos e abóbodas (veja abaixo). Além disso, possuem arcos nas aberturas , entre os quais localizam-se os altares, que transmitem os esforços vertcais da cúpula a uma série de 8 pilares maciços, como mostrados no esquema ao lado.

        Mas o que realmente impressiona é a cúpula do Panteon, com seus 43,5 m de diâmetro culminando numa abertura de 8 m de diâmetro, que fica a também 43,5 m de altura em relação ao piso. Dessa forma, se a cúpula, que tem a forma de um hemisfério, fosse prolongada até completar uma esfera, esta tocaria o piso. Além disso, a estrutura da cúpula, que na parte interna parece uma espécie de grelha reduzindo o peso da estrutura, também chama bastante a atenção.

        A abertura no topo da cúpula, garante iluminação natural ao interior da construção, e faz do Panteon um marco na história da arquitetura ao transpor para o interior das edificações o principal foco de atenção dos construtores. A maioria das estruturas erguidas antes dos romanos eram monumentos para serem apreciados pelo lado externo, internamente eram quase sempre ocupadas por séries de colunas. No Panteon, o efeito conseguido foi justamente o oposto, garantindo um espaço interno de grandes proporções totalmente livre de interferências. Isso só foi possível graças à utilização dos arcos, abóbodas, e principalmente da grande cúpula central.

        Tudo isso, foi construído com concreto natural, feito com cimentos pozolânicos, e agregados leves. Através da escolha e combinação desses agregados, os construtores romanos eram capazes de obter concretos menos ou mais densos conforme suas necessidades para cada construção.

 

        Abaixo, o exterior do Panteon e um detalhe das abóbodas construídas no interior das paredes.

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Postal

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Newhouse, E. L., ed., The Builders, The National Geographic Society, Washington, D.C., 1992.

 

Ficha Técnica

Nome Panteon
Sistema Estrutural Cúpula
Função Templo
Localização Roma, Itália
Época da construção 118 - 125
Projeto Apolodoro de Damasco
Execução Autor desconhecido
Dimensões Diâmetro:      43,5 m

Altura:             43,5 m

Material Concreto Natural