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Construção de uma
Catedral Gótica

Construção das abóbadas
Salvadori, Mario. Why Buildings Stand Up.
WW Norton & Company, New York, 1990.
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A catedral era, seguindo uma visão
hierárquica das igrejas, meramente uma moradia para bispos e sua assembléia religiosa.
Porém, com o clima de grande disputa no início do período gótico, essas catedrais
assumiram grandes proporções se tornando verdadeiros monumentos.
A
construção de uma catedral gótica formigava com dúzias de trabalhadores dispostos em
times de trabalho e que recebiam por aquilo que faziam.
Cada construção era supervisionada por um mestre construtor e por volta de 30 artesãos
especialistas. Esses especialistas e alguns de seus mais habilidosos trabalhadores
moviam-se de função em função aplicando lições aprendidas e passadas de um a um.
O mestre construtor atuava como um projetista, um artista e ainda como um artesão. Com o
auxílio de réguas, compassos, esquadros e outras poucas ferramentas geométricas, ele
fazia as plantas da catedral. |
| A planta básica da catedral
gótica pouco diferia das encontradas em catedrais de períodos anteriores. Sob a forma de
uma cruz, a catedral se dividia basicamente em: nave, transeptos, e coro. Na parte
inferior da cruz se situava a nave central circundada por naves laterais; na faixa
horizontal existiam os transeptos e o cruzeiro, e na base da nave tinha-se a fachada
principal; existiam ainda torres, porém de localização variada.
Legenda:
1. Capela Radial
2. Deambulatório
3. Altar
4. Coro
5. Corredores laterais do coro
6. Cruzeiro
7. Transepto
8. Contraforte
9. Nave
10. Nave lateral
11. Fachada, portal.
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Site: Amiens Cathedral
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A fundação das catedrais tinha por volta de 9 metros de
profundidade e era formada por camadas de pedras (blocos de calcário) assentadas com
argamassa cuidadosamente dosada de areia, cal e água sobre a terra argilosa no fundo da
escavação. |
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Fundação da Catedral
Macaulay, David. Construção de uma Catedral. Martins Fontes,
São Paulo, 1988.
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Construção dos arcobotantes
Macaulay, David. Construção de uma
Catedral. Martins Fontes, São Paulo, 1988.
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Devido ao custo, os
andaimes eram mínimos, assim os trabalhadores confiavam sua alma a Deus e andavam sobre
flexíveis plataformas. Um perigoso momento para os trabalhadores ocorria quando as
paredes atingiam suas alturas finais e os troncos de madeira para o telhado deviam ser
elevados a essas alturas.
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O telhado era colocado antes
da construção das abóbadas. Auto-portantes, os telhados serviam de plataforma para a
subida do maquinário empregado na construção das abóbadas de pedra. |
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Construção dos arcobotantes e telhado
Macaulay, David. Construção de uma
Catedral. Martins Fontes, São Paulo, 1988.
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Construção da abóbada
Macaulay, David. Construção de uma
Catedral. Martins Fontes, São Paulo, 1988.
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Assim, com o telhado
pronto, podia-se iniciar a construção das abóbadas.
Uma
a uma, as pedras talhadas das nervuras eram colocadas sobre os cimbres de madeira e
firmadas pelos pedreiros.
Entre os cimbres eram instaladas tábuas de madeira, as quais funcionavam como base para o
assentamento das pedras durante a secagem da argamassa.
Após a secagem da argamassa, aplicava-se sobre as pedras uma camada de dez centímetros
de concreto (buscando evitar fissuras entre as pedras).
Estando o concreto seco, as tábuas eram retiradas, seguidas pelos cimbres, finalizando-se
a abóbada (vide sistema estrutural).
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Também no "canteiro" da catedral estavam presentes os artesãos
especialistas em fazer e juntar pedaços de coloridos e brilhantes vidros para completar
os buracos deixados entre as pedras e formar enormes e belos vitrais. Várias cores eram
obtidas unindo óxidos de metais e vidro fundido. O vidro era soprado e trabalhado em
forma de cilindro e, após resfriado, cortado, com a ajuda de um instrumento a base de
ferro quente, em pequenos pedaços, geralmente menores que a própria palma da mão. |
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Exemplos de vitrais
Koch, Wilfried. Dicionário dos Estilos Arquitetônicos. Martins
Fontes, São Paulo, 1994.
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Desta forma, a permanência intacta da maioria das
catedrais góticas, sua beleza e grandiosidade atestam o desenvolvido conhecimento de
princípios estruturais detidos pelos mestres construtores e, além disso, mostram uma
capacidade maior dos mesmos: o ilusionismo, pois até os dias de hoje parecem
construções realizadas em outro mundo. |
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